Cansei das suas fotografias na frente do espelho, da sua última linda viagem, dos seus depoimentos e declaracões de afeto em público, do aviso sobre o seu aniversário, das suas comunidades que não dizem nada e dos seus “solteiros”, “namorandos” e “casados”. Cansei de saber muito de você, sendo que nem te conheço.
Segunda-feira, 13 de Abril de 2009
Sexta-feira, 13 de Março de 2009
Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009
A fidelidade de Ian McEwan.
Ao ler o romance Sábado, do inglês Ian McEwan, uma bela reflexão sobre fidelidade entre homem e mulher me chamou a atenção. O autor, através de seu personagem Perowne, um neurocirurgião de sucesso, casado há anos com a mulher que conheceu ainda jovem, reflete sobre o comportamento de pessoas que procuram relações extra-conjugais. Perowne coloca a "familiaridade"como sendo a sensação de prazer mais significante de uma relação a dois, sendo capaz de impedi-lo de cair na tentação de sair com mulheres mais novas, ou até mesmo de ser persuadido pelos seus conhecidos que, ao contrário dele, não resistem a um novo rabo de saia. E a partir dessa reflexão, traz novos devaneios sobre os estereótipos de masculinidade, comportamentos machistas e a hipocrisia de relações sociais sem comprometimento.E é no meio de um mundo contemporâneo conturbado, que McEwan consegue trazer para as páginas de "Sábado", a angústia e o medo constante de um futuro incerto vivido por grande parte das pessoas. Mas ao mesmo tempo que trata de fatores macro ambientes, como: imigração, terrorismo e violência, consegue trazer suas consequências com intimidade para dentro da vida dos seus personagens. No caso de Perowne, é essa "familiaridade"nas relações sociais com a sua companheira e família que lhe dão segurança e poder de reflexão sobre os fenômenos sociais que acontecem a sua volta, e que de uma forma ou de outra, atingem a rotina de toda a sua família, vizinhança e etc.
Abaixo, um pequeno trecho de "Sábado":
"Quando pensa em sexo, pensa nela. Aqueles olhos, aqueles peitos, aquela língua, aquele acolhimento. Quem mais poderia amá-lo de forma hábil, com tanto calor e tanto bom humor, ou acumular um passado tão rico, junto com ele? No tempo de uma vida, não seria possível encontrar uma mulher com que ele pudesse aprender a ser tão livre, a quem ele pudesse agradar com tamanho desprendimento e tanta perícia. por algum acidente de caráter, é a familiaridade que o excita, mais do que a novidade sexual. Suspeita que exista algo entorpecido, ou tímido em si mesmo. Uma porção de amigos homens se desvia em aventuras com mulheres mais jovens; aqui e ali, um casamento sólido explode um tiroteio de recriminação. Perowne fica atento, constrangido, receoso de que lhe faltem um elemento de força vital masculina e um atrevido e saudável apetite de experiências com ele? Mas não há nada que ele possa fazer consigo mesmo. Ao eventual olhar indagador de uma mulher bonita, ele responde com um sorriso afável e comum. Tal fidelidade podia parecer uma virtude ou uma teimosia, mas não é nada disso, porque ele não exercita nenhuma escolha afetiva. O que ele tem de ter é isto: posse, pertencimento, repetição."
Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009
Aquele abraço à amiga hipocrisia!
De acordo com a Wikipédia, hipocrisia é o ato de fingir ter crenças, virtudes e sentimentos que a pessoa na verdade não possui. A palavra deriva do latim hypocrisis e do grego hupokrisis ambos significando a representação de um ator, atuação, fingimento (no sentido artístico). Essa palavra passou, mais tarde, a designar moralmente pessoas que representam, que fingem comportamentos.
Resumindo, hipócrita é aquele que diz que ama sua mulher, sendo que não vê a hora de sair com as estagiárias do seu escritório. Na festa de 15 anos da filha, faz pose de pomposo, chefe da família perfeita, sendo que não tira os olhos das amigas de 16 anos da filha, tendo fantasias sexuais com elas pelas próximas semanas.
E o pior que esse exemplo pode ser o seu próprio pai, irmão, vizinho, chefe... Na maioria das vezes, devido às máscaras e disfarces sociais, não conseguimos identificar com clareza os atos hipócritas tomados por quem está ao nosso lado.
Evitar, fugir, encarar essas pessoas acompanhadas da nossa amiga hipocrisia? Acredito que temos apenas que viver com elas, talvez não aceita-las como exemplo de conduta, e nem convidá-las para almoçar ou participar daqueles momentos que você considera especiais. Afinal, cada um tem a vida que quer ter, se a falta de respeito, a máscara e o "auto engano" faz parte da sua rotina, podes ter certeza que as pessoas a sua volta lhe pagam com a mesma moeda, e será apenas questão de tempo para você perceber.
Meus cafés para 2009 começaram a passar.
Faz tempo que estou me preparando e ansioso para voltar a escrever, mas uma espécie de bloqueio e frustração constante me perseguia. Não sei ao certo o que era, talvez urucubaca, olho gordo, pânico da crise mundial, ou preguiça mesmo de começar mais um ano.
Mas fevereiro chegou, é quase carnaval, e estava na hora de sair dessas amarras e voltar a produzir alguma coisa.
Até ao próximo e verdadeiro cafezinho de 2009.
Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008
“Urgente” em boca de publicitário é como “Te amo” em boca de cafajeste.
Vinícius Soares Pinto
01-12-2008
01-12-2008
Quinta-feira, 4 de Setembro de 2008
Ser profissional de atendimento é como ser pai de filhos rebeldes e mimados.
Vinícius Soares Pinto
04-09-2008
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